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terça-feira, 12 de julho de 2011

ZYKLON-B


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Estoque de ZYKLON-B gás venenoso foi tambem usado para execução em massa de judeus.



Uma explicação sobre o ZYKLON-B:

Pesticida criado por Kurt Gerstein (1905-1945), tenente da SS, perito em 
química, inicialmente desenvolvido para purificar a água dos soldados em campo 
de batalha e para fumigar roupas para matar os piolhos transmissores de tifo e outras 
pestes, foi utilizado em câmeras especialmente fabricadas para assassinar 
membros da oposição nazista nos campos de concentração (comunistas, 
socialistas, democratas, ou mesmo dissidentes do Reich e prisioneiros judeus 
capturados pacificamente e que, juntos, somaram a milhões de seres humanos).

O Zyklon B era um meio muito efetivo de matar parasitas usado por muitos 
exércitos, incluindo o Exército Americano, mesmo até nos anos 70 do século XX. 
Liberava gás cianeto tanto quando mergulhado, sob forma de grânulos (bolas), 
em ácido como quando exposto a ar quente. As bolas libertavam o gás cianeto 
muito lentamente, durante muitas horas, quando expostas a ar não aquecido tal como 
aquele existente nas morgues situadas abaixo do solo em Auschwitz. O ácido cianídrico 
é um gás incolor que mata imediatamente, por asfixia química, se inalado numa 
concentração superior a 300 mg/m³ de ar. Combina-se com a hemoglobina, 
bloqueando a capacidade do sangue de transportar oxigênio.

Foi utilizado, a partir de setembro de 1941, nos campos de extermínio administrados 
pelas tropas da SS nazista. A particularidade do Zyklon B era não produzir nenhum cheiro. 
Os judeus e outras vítimas eram conduzidos às duchas coletivas, onde o gás letal 
era espalhado de forma imperceptível. Era jogado na câmara de gás por meio de um 
orifício, em forma granulada, e se convertia em gás ao contato com o ar; o tempo 
para que morressem todos os presentes era de 3 minutos no verão e de 15 
minutos no inverno. Cinco a sete quilos deste produto, fabricado pela firma alemã 
Degesh, chegavam para matar cerca de 1500 pessoas em apenas 15 minutos. Só entre 
1942 e 1943, foram gastas em Auschwitz-Birkenau, na Polônia, cerca de 20 toneladas 
de Zyklon B.

O meio mais comum de intoxicação é através da inalação, não obstante sua alta 
volatilidade que dificulta seu uso para fins bélicos, uma vez que é difícil se 
conseguir uma alta concentração do ácido em ambientes abertos. Em ambientes 
confinados, contudo, altas concentrações podem ser obtidas, causando uma morte rápida.


Foi desenvolvido nos Laboratórios Leverkusen pelo consórcio alemão (uma 
reunião das empresas Bayer, Hoechst e Basf) IG Farben (Farbenindustrie), criado às 
vésperas da Segunda Guerra. Também destacou-se no seu fabrico a Degesch 
(Deutsche Gesellschaft für Schädlingsbekämpfung), uma subsidiária da Degussa 
especializada na produção de inseticidas. Substituiu, no campo de extermínio de 
Treblinka, na Polônia, onde foram mortos cerca de 750 mil judeus, o monóxido de 
carbono como gás letal.

Josef Mengele e Sua Pesquisa com Gêmeos




Crianças ciganas vitimas de experiências médicas de Josef Mengele. Reperem as pernas,
os braços, e a face do 1º da esquerda. O 3º da direita pra esquerda, está com um orgão
genital fora do comum para uma criança.  Mengele fazia castramentos, transplantes de 
ossos e membros, o que pode ter ocorrido com o garoto.


         Os médicos nazistas realizavam experimentações absurdas em prisioneiros dos campos de concentração com o intuito de promover a crença de “superioridade ariana” dos alemães. 
Houve casos de os médicos infringirem feridas à bala em prisioneiros, de infecção deliberada
de prisioneiros com tifo e com outras doenças de campos de batalha, de exposição de prisioneiros a temperaturas muito baixas por períodos prolongados, além de apoiar abertamente a ideologia nazista quanto à defesa da eliminação de homossexuais, da esterilização dos judeus e outras ações indesejáveis. Outros experimentos nazistas incluíam forçar prisioneiros a beber água do mar ou a respirar ar poluído por longos períodos de tempo, promover novas técnicas de castração e fazer transplantes de ossos e membros do corpo.

      Posner oferece um arrepiante testemunho relativo à pesquisa de Mengele sobre as diferenças nas cores dos olhos entre gêmeos adolescentes ciganos, ilustrando a extensão de sua crueldade:

“...na sala de trabalho perto da sala de dissecação, 14 gêmeos ciganos estavam esperando e 
chorando. Dr. Mengele não nos dirigiu uma única palavra e preparou uma seringa de 10 
centímetros cúbicos e outra de 15. De uma caixa, Mengele pegou Evipal e, de outra, clorofórmio, que estava em recipientes de 20 centímetros cúbicos, colocando tudo na mesa de operação. Depois disso, o primeiro gêmeo foi trazido...uma garota de quatorze anos. Dr. Mengele ordenou  que se despisse a criança e colocasse a cabeça dela na mesa de dissecação. Então, injetou Evipal intravenoso no braço direito da garota. Depois que ela adormeceu, ele sentiu o ventrículo esquerdo do coração e injetou dez centímetros cúbicos de clorofórmio. Depois de uma pequena convulsão, a criança estava morta...dessa maneira todos os 14 adolescentes foram mortos...”.

...Mengele, então, removeu os olhos de todos os gêmeos mortos e enviou para Berlim para 
a realização de estudos futuros..."

        Apesar de quinze médicos nazistas terem sido julgados e sentenciados em Nuremberg, Joseph Mengele, o mais notável clínico do nazismo alemão, escapou. E viveu até sua suposta morte aqui no Brasil.


Fontes: Procter, R. 1992. Nazi Doctors, Racial Medicine, and Human 
Experimentation. In The Nazi Doctors and the Nuremberg Code. Annas, 
G. & Grodin, M., eds. New York. Oxford University Press: 17-31.

Olga Benário


Olga Benário Prestes nasceu de uma família judia em Munique na Alemanha em 12 de fevereiro de 1908. Seu pai Leo Benário era um advogado social democrata e um liberal de idéias avançadas. Sua mãe Eugénie era uma dama da alta sociedade que não apoiava as idéias da filha que, em 1923, aos 15 anos, entrou para a Juventude Comunista.

Em 1925 Olga vai para Berlim onde continua sua militância.



Em 1926 é presa por traição mas liberada poucas semanas depois. Em 1928 lidera uma cinematográfica investida ao tribunal para liberar seu companheiro Otto Braun. Os dois fogem então para Moscou onde Olga é aclamada, faz treinamento militar e carreira no Comintern.


Em 1934 Olga é designada para garantir a chegada segura ao Brasil do líder comunista Luís Carlos Prestes onde lideraria a Intentona Comunista de 1935. Deveriam se passar por marido e mulher para facilitar seu disfarce. Na longa viagem se apaixonam.








Com o fracasso da revolução Olga e Prestes são presos e separados.

Grávida de Prestes, Olga empreende uma grande luta para ter sua filha no Brasil. Mas o governo Vargas como uma vingança pessoal contra Prestes se empenha e Olga, grávida de 7 meses, é deportada para a Alemanha Nazista.

Lá é levada à prisão de mulheres da Gestapo no número 15 da Barnimstrasse.

Na madrugada de 27 de novembro de 1936, exatamente um ano após a fracassada revolução, nasceu Anita Leocádia, um bebê gorducho e saudável.

Leocádia, mãe de Prestes, fazia uma grande campanha na Europa pela libertação de seu filho, sua nora e neta. Por causa disso Olga teve permissão de permanecer com sua filha enquanto pudesse amamentá-la.

Quando Anita tinha 14 meses ela foi retirada de Olga e entregue à avó Leocádia, fato que Olga só soube depois.








Em 1938 Olga foi transferida para o campo de concentração de Lichtenburg e em 1939 para Ravensbrück, o único grande campo exclusivo para mulheres.

Lá Olga foi líder de bloco e deu aulas para as outras presas. Em fevereiro de 1942 Olga foi levada com outras 200 prisioneiras para a câmara de gás de Bernburg onde foi executada.









Os Super Soldados Nazistas


       A história de super soldados não é só coisa de cinema e quadrinhos, não. Cientistas nazistas tentaram criar "super-homens" para lutar na 2º Guerra Mundial. 
       Uma recente pesquisa realizada pela Associação Médica Alemã divulgou detalhes sobre a utilização de drogas entre as forças do exército nazista com a finalidade de aumentar a força e a resistência dos soldados alemães durante a Segunda Guerra Mundial. 
       Segundo documentos da Wehrmacht -o exército alemão- até agora desconhecidos, de entre 1939 e 1945, as autoridades militares nazistas distribuíram entre seus soldados um total de 200 milhões de pílulas de um composto chamado Pervitin, cuja fórmula farmacológica correspondia com a metanfetamina.

      Segundo este estudo, os soldados receberam esta substância com a finalidade de que desenvolvessem uma maior força, resistência e ferocidade durante os combates, algo que contrasta notavelmente com os preceitos nazistas que preconizavam um estilo de vida saudável entre suas forças, recusando o consumo de álcool e fumo com o fim de manter uma raça ariana pura e forte.
  Os pesquisadores da Associação Médica Alemã explicaram também que os cientistas nazistas experimentaram ademais com um derivado da cocaína, um estimulante que estaria destinado aos soldados da primeira linha e cujos efeitos foram testados nos prisioneiros de campos de concentração.

     Segundo o criminalista Wolf Kemper, autor do livro Nazis on Speed, esta substância – batizada como D-IX – foi administrada a prisioneiros do campo de Sachsenhausen, que foram obrigados a percorrer mais de 110 quilômetros sem descansar, enquanto carregavam um peso superior aos vinte quilos. O plano era distribuir esta nova "droga da morte" entre os soldados, mas a surpresa que supôs o desembarque de Normandia frustrou os planos dos cientistas nazistas.

Fonte: http://monteolimpoblog.blogspot.com.br/2011/06/os-super-soldados-nazistas.html

Alguns Dados do Período Nazista


“Pacientes bebiam dos baldes de despejo das ordenanças ou, quando ninguém via, drenavam água dos baldes de proteção antiaérea no saguão. Alguns chegavam a lamber a água usada para lavar o chão. Eu pesava os homens que faziam parte do teste todo dia e observei que a perda de peso diária era de até um quilo.”
Enfermeiro de Dachau, sobre experimentos de ingestão de água salgada.


“Vi um prisioneiro suportar o vácuo até seus pulmões arrebentarem. Certas experiências provocaram tal pressão na cabeça dos pacientes que eles enlouqueceram, arrancando os cabelos no esforço para aliviar o tormento. Dilaceravam as faces com as unhas, Batiam nas paredes, uivavam no intuito de aliviar a pressão nos tímpanos. Esses casos de vácuo absoluto terminavam geralmente com a morte do paciente.”
Anton Pacholegg, prisioneiro de Dachau, assistente de experimentos na câmara de baixa pressão.


“Trouxeram de volta do laboratório dois gêmeos ciganos, que Mengele havia costurado um ao outro. Ele tinha tentado criar irmãos siameses unindo os vasos sanguíneos e órgãos deles. Os gêmeos gritaram de dor dia e noite até que a gangrena começou. Depois de 3 dias, morreram.”
Eva Mozes-Kor, vítima de experiências de Josef Mengele.


“Após cerca de 10 horas começavam a aparecer queimaduras no corpo todo. Havia feridas onde quer que o vapor desse gás houvesse alcançado. Alguns dos homens ficaram cegos. As dores eram tão fortes que era quase impossível permanecer perto de tais pacientes.”
Testemunha de experimento com inalação e exposição ao gás mostarda no campo de Natzweiler.



                                                            ...

Química: Não existia rival à altura da química alemã antes das guerras. O país inventou a aspirina e a novocaína (anestesia usada por dentistas) e desenvolveu fertilizantes, corantes e microscópios muito mais baratos e eficientes. O setor foi um dos que mais se envolveram com o nazismo – a ponto de o maior conglomerado farmacêutico do mundo na época (e que depois da guerra se dividiria nas empresas Bayer, Hoechst e Basf) instalar uma fábrica dentro do campo de concentração de Auschwitz.

Matemática: Sob o regime de Hitler, o raciocínio matemático abstrato foi associado aos judeus e substituído pela “verdade empírica concreta” e a “intuição nórdica”. Perguntado certa vez sobre quanto a matemática havia sofrido, o alemão David Hilbert, um dos matemáticos mais importantes do século 20, respondeu: “Sofreu? Não sofreu, não. Ela simplesmente deixou de existir”.
Biologia: Entre 1933 e 1938, o financiamento para pesquisas aumentou em 10 vezes. Biólogos trabalhavam com relativa tranqüilidade – apenas 14% deles foram perseguidos. Mas a profunda ligação dos nazistas com a genética faz o ramo ser visto com reservas até hoje na Alemanha. “Uma perseguição completamente irracional à genética ainda existe”, afirma o cientista Benno Muller-Hill.
Física: A Alemanha foi o berço das idéias mais revolucionárias da física teórica: a mecânica quântica e a relatividade. Mesmo assim, esse foi o ramo da ciência mais prejudicado pela ascensão do nazismo: 25% do total de físicos deixou o país – entre eles 6 vencedores de prêmios Nobel.
                                                             ...
Dados de Alguns Campos de Concentração:


1. Auschwitz-Birkenau (abril de 1940 a janeiro de 1945)
Número de mortos - 1,1 milhão a 1,5 milhão.
Experiências - Pesquisas com gêmeos e anões; infecção com bactérias e vírus; eletrochoque; esterilização; remoção de partes de órgãos; ingestão de veneno; criação de feridas para testar novos medicamentos; operações e amputações desnecessárias.


2. Buchenwald (julho de 1937 a abril de 1945)
Número de mortos - 56 mil.
Experiências - Operações e amputações desnecessárias; contaminação com febre amarela, cólera e tuberculose; ingestão de comida envenenada; queimaduras com bombas incendiárias.


3. Ravensbrück (maio de 1939 a abril de 1945)
Número de mortos - Mínimo de 90 mil.
Experiências - Pesquisas fisiológicas, com remoção e transplante de nervos, músculos e ossos; esterilização; fuzilamento com balas envenenadas.


4. Dachau (março de 1933 a abril de 1945)
Número de mortos - Mínimo de 30 mil.
Experiências - Testes de hipotermia com exposição ao frio; câmeras de baixa pressão; infecção com vírus da malária; privação de líquidos com ingestão de água salgada.


5. Sachsenhausen (julho de 1936 a abril de 1945)
Número de mortos - 100 mil.
Experiências - Inalação e ingestão de gás mostarda; infecção forçada pelo vírus da hepatite; fuzilamento com munição envenenada.


6. Natzweiller-Struthof (maio de 1941 a setembro de 1944)
Número de mortos - 25 mil.
Experiências - Utilização de prisioneiros como “viveiros” de bactérias e vírus como os do tifo, varíola, febre amarela, cólera e difteria.
                                                          ...


Atlas Pernkopf: Em 1995, o médico Howard Israel consultou uma versão do atlas anatômico alemão Pernkopf. Quando leu o trecho “feliz conjunção de ilustradores brilhantes e corpos de criminosos executados”, ao lado de suásticas e insígnias da SS, ficou horrorizado e alertou seus colegas de profissão. Desde então, os médicos não sabem o que fazer com o livro, produzido com base na dissecação de corpos de 1 377 prisioneiros. “O Pernkopf Atlas será sempre controverso. Para muitos, é o melhor trabalho de ilustração anatômica já feito na história”, afirma o professor de arte médica David J. Williams.

Cérebros da coleção Vogt: No ano de 1986, um encontro de neuropsicofarmacologia terminou em polêmica. Após a apresentação da pesquisa sobre esquizofrenia do psiquiatra alemão Berhard Bogerts, dois médicos acusaram Bogerts de não saber com certeza se dois dos cérebros que utilizara foram obtidos éticamente. Os cérebros, pertencentes à coleção do Instituto Vogt, em Düsseldorf, na Alemanha, eram de gêmeos que podem ter sido mortos por médicos nazistas. A polêmica colocou toda a coleção de cérebros do instituto sob suspeita.
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