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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Campos Nazistas




Entrada principal do campo de extermínio Auschwitz-Birkenau. Foto tirada na Polônia, data incerta.


— Beit Lohamei Haghettaot



Entre 1933 e 1945 a Alemanha nazista construiu cerca de 20.000 campos para aprisionar sua milhões de vítimas. Os campos eram utilizados para várias finalidades: campos de concentração (trabalho forçado), campos de transição (que serviam como estações de passagem), e como campos de extermínio construídos principalmente, ou exclusivamente, para assassinatos em massa. Desde sua ascensão ao poder, em 1933, o regime nazista construiu uma série de centros de detenção destinados ao encarceramento e à eliminação dos chamados "inimigos do estado". A maioria dos prisioneiros dos primeiros campos de concentração era formada por alemães considerados inimigos do nazismo: comunistas, social-democratas, ciganos Roma, Testemunhas de Jeová, homossexuais e pessoas acusadas de exibir um comportamento "anti-social" ou fora dos padrões sociais. Estas instalações eram chamadas de campos de concentração porque nelas os detentos ficavam fisicamente "concentrados".


Após a anexação da Áustria pela Alemanha, em março de 1938, os nazistas prenderam e encarceraram judeus alemães e austríacos nos campos de concentração de Dachau, Buchenwald e Sachsenhausen, todos localizados na Alemanha. Logo após o violento massacre de Kristallnacht , Noite dos Cristais Quebrados, em novembro de 1938, os nazistas efetuaram prisões em massa de judeus adultos, encarcerando-os nos campos por breves períodos.


Depois da invasão da Polônia, em setembro de 1939, os nazistas abriram campos de trabalho forçado onde centenas de milhares de prisioneiros morreram de exaustão, inanição e maus tratos. As unidades das SS faziam a guarda dos campos. Durante a Segunda Guerra Mundial, o sistema de campos de concentração nazistas se expandiu rapidamente. Em alguns campos médicos nazistas usavam os prisioneiros como cobaias em suas experiências “médicas”.


Após a invasão alemã da União Soviética, em junho de 1941, os nazistas aumentaram o número de campos para prisioneiros de guerra, e alguns campos novos foram construídos para abrigá-los dentro de complexos onde já existiam campos de concentração, como o de Auschwitz na Polônia ocupada. O campo de Lublin, mais tarde conhecido como Majdanek, foi construído no outono de 1941 como campo de prisioneiros de guerra, transformando-se em campo de concentração em 1943. Ali, milhares de prisioneiros de guerra soviéticos morreram fuzilados ou envenenados por gás.


Para facilitar a "Solução Final", o genocídio ou destruição em massa de judeus, os nazistas construíram campos de extermínio na Polônia, o país com a maior população judaica. O objetivo dos campos de extermínio era facilitar o assassinato em massa. Chelmno, o primeiro campo de extermínio, foi aberto em dezembro de 1941, e nele, judeus e ciganos foram mortos por envenenamento em furgões com canos de escapamento que soltavam gás para dentro dos veículos onde eles eram colocados. Em 1942, os nazistas construíram os campos de extermínio de Belzec, Sobibor, e Treblinka para matar ainda mais sistematicamente os judeus do generalgoverment, como era conhecido o território no interior da Polônia ocupada.


Os nazistas construíram câmaras de gás para tornar o processo de assassinato em massa mais eficiente, rápido e menos pessoal para os executores. Câmaras de gás eram aposentos fechados que recebiam gás letal em seu interior para matar por asfixia a quem estivesse dentro. Havia quatro câmaras de gás no campo de extermínio de Birkenau, localizado no complexo de Auschwitz. No auge das deportações para o campo, mais de 6.000 judeus eram diariamente envenenados por gás naquele campo.


Os judeus das terras ocupadas pelos nazistas foram os primeiros a serem deportados para os campos de transição, como o de Westerbork na Holanda ou de Drancy na França, de onde eram posteriormente enviados para os centros de homicídio na Polônia ocupada. Os campos de transição geralmente eram a última parada antes da deportação para um campo de extermínio.


Milhões de pessoas foram aprisionadas e submetidas a todo tipo de abuso nos campos nazistas. Só nos campos de extermínio, sob a administração das SS, os alemães e seus colaboradores mataram cerca de 2,700,000 milhões de judeus. Apenas uma pequena parte dos prisioneiros que lá foram colocados conseguiu sobreviver.

EINSATZGRUPPEN - Unidades Móveis de Extermínio


Soldados de uma unidade não identificada da Einsatzgruppen (grupo de unidades móveis de extermínio) vasculham pertences dos judeus massacrados em Babi Yar, uma ravina perto de Kiev. Foto tirada na União Soviética, entre 29 de setembro a 1° de outubro de 1941.


— United States Holocaust Memorial Museum.


As Einisatzgruppen eram unidades móveis de extermínio, esquadrões compostos principalmente pela polícia alemã e pelas SS. Sob o comando do Serviço de Segurança (Sicherheitsdienst; SD) e das autoridades da Polícia de Segurança alemã (Sicherheitspolizei; Sipo), as unidades móveis de extermínio tinham, entre suas atividades a tarefa de assassinar pessoas suspeitas de serem inimigas raciais ou políticas do nazismo que se encontravam atrás das linhas de combate alemãs, dentro do território soviético ocupado.


As vítimas incluiam judeus, ciganos da subetnia Roma, e autoridades do estado e do Partido Comunista soviético. Os Einsatzgruppen também assassinaram milhares de deficientes físicos e mentais que se encontravam internados em instituições médicas e sociais. Muitos estudiosos acreditam que o assassinato sistemático dos judeus dentro da União Soviética ocupada pelos batalhões dos Einsatzgruppen e da Polícia da Ordem (Ordnungspolizei), foi o primeiro estágio da “Solução Final”, o programa nazista para o extermínio dos judeus europeus.


Durante a invasão da União Soviética, em junho de 1941, as Einsatzgruppen acompanhavam o exército alemão enquanto este avançava rumo o interior do território soviético. As Einsatzgruppen, muitas vezes com o apoio dos cidadãos soviéticos e da polícia local, realizavam operações de extermínio em massa, indo diretamente até locais onde haviam comunidades judaicas e massacrando todos seus habitantes, diferentemente dos métodos posteriormente empregados de deportação dos judeus dos locais onde viviam, cidades ou guetos, para serem assassinados nos campos de extermínio.


O exército alemão provia o apoio logístico para as Einsatzgruppen, incluindo suprimentos, transporte, moradia, e até mesmo recursos humanos, através de unidades militares que vigiavam e transportavam os prisioneiros. No início de suas atividades as Einsatzgruppen atiravam somente em homens, porém, de meados até o final de 1941, passaram a assassinar a todos - homens, mulheres e crianças - sem distinção de idade, e os enterrava em conjunto em grandes valas. Com a ajuda de informantes e intérpretes, identificavam-se os judeus de uma determinada região, que eram então levados para pontos de coleta, como lixo. Destes locais tinham que marchar, ou eram transportados por caminhões, para os locais onde seriam massacrados e onde grandes valas já haviam sido abertas. Em alguns casos, as vítimas tinham que cavar suas próprias sepulturas: depois de entregarem seus objetos de valor e de serem forçados a se despir, homens, mulheres e crianças eram fuzilados, fosse ao “estilo militar” (de pé, na frente da sepultura aberta) ou deitados dentro das valas, com a face virada para o fundo. Este último tipo de assassinato em massa era designado pelos nazistas e seus cúmplices, em deboche cruel, como “empacotamento de sardinhas”.


O fuzilamentos era o método mais comumente utilizado pelas Einsatzgruppen para assassinar os judeus. Porém, já quase no final de 1941, Heinrich Himmler, observando os efeitos psicológicos e o cansaço que os fuzilamentos em massa causavam em seus perpetradores, solicitou o desenvolvimento de uma forma de assassinato em massa mais rápida, impessoal e conveniente. Assim foram criados os “caminhões de gás”, que eram câmaras de gás móveis montadas sobre o chassis de um caminhão cujos canos de escapamento eram virados para dentro das caixas de transporte onde estavam os prisioneiros, matando-os através do envenenamento por pelo monóxido de carbono. Os caminhões de gás foram utilizados pela primeira vez na frente oriental (países a leste da Alemanha) no final do outono de 1941; e também foram utilizados em conjunto com os fuzilamentos para apressar a matança das vítimas, judeus e não-judeus, que estavam nas áreas onde as Einsatzgruppen operavam.


As Einsatzgruppen que acompanhavam o exército alemão durante a ocupação da União Soviética eram compostas por quatro grandes grupos operacionais: a Einsatzgruppe Aespalhou-se pelo leste da Prússia e atravessou a Lituânia, a Letônia, e a Estônia em direção a Leningrado (atualmente São Petersburgo). Elas massacraram os judeus de Kovno, Riga e Vilna; o Einsatzgruppe B saiu de Varsóvia, na Polônia ocupada, e espalhou-se pela Bielorrússia, em direção a Smolensk e Minsk, devastando a população judaica de Grodno, Minsk, Brest-Litvosk, Slonim, Gomel e Moglilev, além de outras regiões; a Einsatzgruppe C começou suas operações em Krakow (Cracóvia) e se espalhou atravessando a região oeste da Ucrânia, em direção a Kharkov e Rostov-on-Don. Os membros daquele grupo assassinaram populações inteiras em Lvov, Tarnopol, Zolochev, Kremenets, Cracóvia, Zhitomir e Kiev. Elas eram tão letais que, na cidade de Kiev, na Ucrânia, as unidades do 4º destacamento dos Einsatzgruppen mataram, em apenas dois dias, 33.771 judeus na ravina de Babi Yar, no final de setembro de 1941. Das quatro unidades, o Einsatzgruppe D era o que operava mais ao sul. Seus membros chacinaram populações judaicas inteiras no sul da Ucrânia e da Criméia, principalmente em Nikolayev, Kherson, Simferopol, Secastopol, Feodosiya, e na região de Krasnodar.


Em sua tarefa macabra, as Einsatzgruppen recebiam ajuda dos soldados alemães e dos demais países do Eixo, bem como de colaboradoracionistas locais e outras unidades das SS. Os membros das Einsatzgruppen eram escolhidos entre unidades das SS, das Waffen SS (formações militares das próprias SS), SD, Sipo, Polícia da Ordem, e outras unidades políciais.


Na primavera de 1943, os batalhões das Einsatzgruppen e da Polícia da Ordem já haviam exterminado mais de um milhão de judeus soviéticos, além de dezenas de milhares de comissários políticos soviéticos, guerrilheiros, ciganos da subetnia Roma, e deficientes físicos e mentais que se encontravam em instituições destinadas a seus cuidados. Os métodos móveis de extermínio, particularmente os fuzilamentos, mostraram-se cansativos, ineficientes, e ainda traumatizanates para muitos dos que atiravam. Mesmo com a continuação das atividades das Einsatzgruppen, as autoridades alemãs planejaram e iniciaram a construção de instalações fixas de gás nos campos de extermínio centralizados com a finalidade de exterminar uma quantidade bem maior de judeus.

Diários de Mengele no Brasil Serão Leiloados nos EUA

Diários e esboços feitos pelo criminoso de guerra nazista Josef Mengele (foto) serão leiloados nos Estados Unidos, entre eles documentos escritos no Brasil. Mengele, conhecido como ''o Anjo da Morte'', ficou célebre pelas hediondas experiências médicas que realizou em prisioneiros do campo de concentração de Auschwitz, na Polônia.

Os diários foram escritos após a Segunda Guerra Mundial depois que Mengele percorreu diferentes países latino-americanos sob uma falsa identidade, entre eles o Brasil. Os documentos incluem 3,5 mil relatos autobiográficos, reflexões filosóficas e poemas, assinados por Mengele entre 1960 e 1975, quando ele viveu no Paraguai e no Brasil.

A casa leiloeira Alexander Autographs, baseada no Estado americano de Connecticut, espera que os documentos alcancem lances de US$ 300 mil a 400 mil (R$ 471 mil a 628 mil).

'Terrível Mistura de Raças'

Mengele deixou a Europa ao final da guerra, quando a Alemanha de Adolf Hitler foi derrotada, mas acabou nunca sendo capturado e morreu no Brasil aos 67 anos, em 1979. Segundo a casa de leilões, os documentos foram apreendidos em 2004 pela polícia brasileira.

Os documentos traçam a trajetória de Mengele da Europa até a América Latina no pós-guerra. Nos diários, ele se refere a si mesmo na terceira pessoa e afirma que a promiscuidade sexual vinha levando ''a uma terrível mistura de raças com os europeus do norte...Quando você começa a misturar raças, ocorre um declínio na civilização''.

Mengele foi integrante da divisão de elite nazista, a SS, que controlava diferentes campos de concentração na Europa. Ele teria conseguido fugir para a Argentina possivelmente no final dos anos 40 e começo da década de 50.

Após Adolf Eichman, um outro criminoso de guerra nazista, ter sido capturado em 1960 pelo serviço secreto israelense na Argentina, Mengele teria decidido fugir para o Paraguai e, de lá, para o Brasil.


As informações são da BBC Brasil e Estadão.com

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Eu Sou o Último Judeu - Treblinka (1942-1943)




"Eu Sou o Último Judeu" traz relato inédito de sobrevivente de campo de concentração

Apenas 57 judeus sobreviveram ao campo de concentração Treblinka .É razoavelmente comum encontrarmos livros que trazem relatos sobre sobreviventes de campos de concentração nazistas, como Dachau e Auschwitz. Mas isso não acontece quando tratamos de Treblinka, e o motivo é o pior possível.

Dos cerca de 750 mil prisioneiros --em sua esmagadora maioria, judeus dos guetos de Varsóvia, capital da Polônia-- que foram enviados para lá, apenas 57 sobreviveram. Chij Rajchman foi um dos que estavam na revolta que deu liberdade a algumas poucas pessoas, permitindo que elas pelo menos lutassem por sua sobrevivência. Ele foi um dos últimos a conseguir escapar nesta ocasião.

Ainda fugitivo e sem saber se conseguiria chegar vivo ao final da Segunda Guerra Mundial, ele começou a escrever febrilmente sobre as terríveis experiências pelas quais tinha passado em Treblinka. Até agora inédito, este impressionante relato é publicado no Brasil com o nome de "Eu Sou o Último Judeu" (Jorge Zahar, 2010), em uma edição complementada por fotografias, mapas e plantas do campo de extermínio.

Horror

Durante os dez meses em que esteve preso lá, Rajchman sobreviveu de maneira quase que inexplicável. Viu incontáveis execuções e empalamentos, testemunhando algumas das piores atrocidades cometidas pelos seguidores de Hitler.

Ele próprio carregou cadáveres em decomposição e arrancou dentes de ouro dos mortos para dar aos nazistas. Em depoimento ao Museu do Holocausto de Washington, ele afirma que foi obrigado a cortar o cabelo de várias mulheres antes que elas fossem mortas em uma câmara de gás.

Após a guerra, testemunhou em diversos processos judiciais e se mudou para o Uruguai, onde viveu até a sua morte, em 2004.





Trecho do livro
Em vagões chumbados rumo a um destino desconhecido. Os vagões tristes me carregam para lá. Eles vêm de toda parte: do leste e do oeste, do norte e do sul. De dia e de noite, seja qual for a estação: primavera, verão, outono, inverno. Os comboios chegam lá abarrotados, incessantemente, e Treblinka prospera mais a cada dia que passa. Quanto mais comboios chegam, mais Treblinka consegue absorvê-los.

Partimos da estação de Lubartow, a cerca de 20km de Lublin.

Assim como todos nós, não sei para onde nos levam, nem por quê. Tentamos saber mais sobre isso durante o trajeto. Os guardas ucranianos que nos vigiam não dão mostras de nenhuma benevolência e se recusam a nos responder. A única coisa que ouvimos deles é: "Ouro, prata, objetos de valor!" Os assassinos não nos deixam em paz. Não se passa um instante sem que um deles nos aterrorize. Agridem-nos com coronhadas, e todos tentam molhar a mão desses criminososa fim de evitar os golpes.

Eis o retrato do nosso comboio.

Estou com a minha irmã caçula Rivke, uma bonita garota de 19 anos, e um de meus bons amigos, Volf Ber Rojzman, sua mulher e seus dois filhos. Conheço quase todos os que estão no vagão. Eles vêm do mesmo shtetl (do iídiche, "lugarejo", com maioria de população), Ostrow Lubelski. Somos 140, espremidos uns contra os outros, respirando um arviciado. Como é impossível nos deslocarmos, somos obrigados a fazer nossas necessidades no local, embora homens e mulheres estejam misturados. Ouvimos gemidos, e as pessoas perguntam-se umas às outras: para onde vamos?

Respondem dando de ombros e soltando um suspiro. Ninguém sabe para onde vamos, e, ao mesmo tempo, ninguém queracreditar que somos levados para onde há meses nossos irmãos e irmãs, todos os nossos, são deportados.

Outro amigo, Katz, engenheiro, está sentado ao meu lado. Ele me garante que vamos para a Ucrânia e que seremos instalados fora das cidades, que poderemos cultivar a terra. Ele sabe disso, pois um tenente alemão lhe contou. Era o diretor de uma fazenda estatal que fica a 7km do nosso shtetl, em Jedlanka. Ele lhe faz essa confidência para lhe agradecer por ter consertado um motor elétrico. Quero acreditar nisso, a despeito das aparências.

Avançamos. Nosso comboio para com muita frequência, interrompido pela sinalização, pois não é prioritário e deve deixar passar os trens regulares. Passamos por diversas estações, entre as quais Lukow e Siedlce. A cada vez que o trem para, peço aos ucranianos que descem à plataforma para nos arranjarem água. Não respondem, mas, se lhes dermos um relógio de ouro, eles nos trazem um pouco dágua. Muitos entregaram seus objetos de valor sem receber em troca os poucos goles prometidos.

Tenho sorte. Peço um pouco dágua a um ucraniano, ele exige cem zlotys por uma garrafa. Aceito. Pouco depois, ele volta com meio litro. Pergunto-lhe quanto tempo de viagem temos pela frente. Ele me responde: três dias, pois vamos para a Ucrânia. Começo a achar que é verdade. Faz praticamente 15 horas que partimos, e não percorremos mais de 120km.

"Eu Sou o Último Judeu" - Chil Rajchman - Pagina 27 à 29.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/livrariadafolha/ult10082u710002.shtml

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Documentos Encontrados dos Médicos de Auschwitz



Cupons de alimentos para alguns dos médicos nazistas do campo de extermínio de Auschwitz - incluindo, talvez, o sádico Dr. Josef Mengele - foram encontrados no sótão de uma casa, onde tinham permanecido escondidos durante décadas. Os documentos encontrados no sótão foram relacionados com a vida dos oficiais nazistas, incluindo as certidões de óbito e um mapa.

Alguns cupons de açúcar levam os nomes de Horst Fischer e Fritz Klein, os médicos que foram executados por seus crimes, depois da guerra, disse Adam Cyra, historiadora do Museu Memorial de Auschwitz que está verificando os documentos.

"O valor desta descoberta sensacional está no fato de que esses documentos originais, com os nomes dos principais assassinos de Auschwitz, foram encontrados tantos anos depois da guerra", disse Cyra.

Cyra disse que acredita que um cupom de junho de 1943 para uma pequena quantidade de açúcar, provavelmente, foi atribuído a Mengele, que era famoso por suas experiências sádicas, mas a escrita não é clara. Um cupom de fevereiro de 1944, para a compra de 0,28 kg de manteiga é feita por um Dr. Mergerle. Não havia nenhum médico da SS com esse nome no acampamento, assim Cyra acredita que um funcionário cometeu erros ortográficos e o nome correto é Mengele.

Médicos e farmacêuticos do acampamento realizaram pseudo-experimentos médicos com os presos e ajudaram a selecionar os judeus que chegavam ao acampamento, quer para o trabalho ou para a morte. Mengele escapou após a II Guerra Mundial.

Os documentos - quase 300 no total - foram encontrados no sótão de uma casa que está sendo reformada na cidade de Oswiecim, onde os nazistas construíram o campo de Auschwitz-Birkenau.

O proprietário, pediu anonimato, tornando-os disponíveis para os historiadores do museu de Auschwitz em 19 de março. Eles acreditam que a casa era usada por um oficial da SS durante a guerra, mas não está claro qual.

Os documentos incluem um mapa de língua alemã da área em torno de Oswiecim e uma certidão de óbito para Adolf Kroemer, um farmacêutico em Auschwitz, dizendo que ele morreu de um ataque cardíaco em fevereiro de 1944. Cerca de 150 cupons de comida em branco, certidões de óbito também foram encontrados, disse Cyra.

Entre 1940 e 1945, mais de 1 milhão de pessoas, a maioria judeus, foram mortas nas câmaras de gás em Auschwitz, morreram de fome e de doenças ao realizarem trabalhos forçados no campo.

Fonte
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